quarta-feira, 19 de junho de 2013

24 abril 2013

Querido R,

Cá estou eu de novo. Ainda não caí em mim e hoje relembro tudo. Lembras-te de quando era pequena, me pegares ao colo e dançares? Quando eu vivi contigo, que me fazias as vontades. Lembro-me do teu amor aos animais, da tua simplicidade e do quanto te preocupavas com as pessoas. Sempre tiveste um coração gigante. E isto, porque os bons momentos são os que interessam. A minha mãe ainda não caiu em si também. Acho que, de certo modo, tu sabias o que estavas a fazer. Estavas a poupar-nos ao sofrimento de uma forma, fazendo-nos sofrer de outra relativamente mais fácil. Estivemos as duas a falar sobre estas coisas todas... A tua fotografia que mais gostamos, é aquela de quando estavas na tropa, com o uniforme e com os teus grandes olhos verdes em destaque; ainda me lembro o medo que eles metiam quando os abrias. Enfim, tudo isto porque nunca to disse. Tudo isto, porque gosto de ti.

Sempre relembrando,
J.

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