Palavras para quê? Não lhas sei dar uso. Não agora. Não mais. Perdi o controlo, eu sei.. Mas nem dei por isso. Já vou tarde demais, tal como fui para ti. Dizer-te que nada dói mais que a tua ausência, seria hipocrisia. Não sei se por estar minimamente preparada, ou por me ter afastado... Sofri mais depois disso.
De qualquer forma, sinto que preciso de tudo aquilo que já foi, para saber o quanto sou. Para saber que ainda fazes parte de mim, e que não sou isto - esta confusão infindável. Preciso que aquelas pequenas memórias soltas não me queimem mais a pele, e façam as pazes comigo. Preciso de estar una. Preciso da calmaria que me traz a verdura dos campos, transparecida nos teus olhos.
A vida é injusta. Sei disso melhor que muitos, infelizmente. Sei que não voltas. Não me vês. Não me lês. Não nada... Portanto, e como não sei mais como ser o eu que outrora conheceste, começo a aceitar as injustiças da vida como naturais. Começo a ver-me com elas, ao invés de contra elas - não vale a pena, sequer. Posto isto, parece-me que este seja o nosso adeus virtual (quantos teremos nós?!). De qualquer forma, quero que saibas que te estou...
Sempre relembrando,
J.
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